Na última terça-feira (12), as e os docentes do ensino superior do Paraná encerraram um capítulo importante da luta pela recomposição das perdas salariais acumuladas ao longo de mais de sete anos: a aprovação do Projeto de Lei 1021/2023, que eleva os Adicionais de Titulação (ATT) para docentes das sete universidades estaduais.

Há anos a categoria luta pela alteração no plano de carreira. Neste ano, a batalha começou em março de 2023, com a construção de um movimento coletivo que reuniu professoras e professores das sete instituições estaduais – Unespar, Uenp, Unioeste, Unicentro, UEL, UEM, Uepg – na defesa da recomposição salarial e das condições de trabalho docente.
Foram duas paralisações, ocorridas nos meses de março e abril, seguidas de uma greve unificada, deflagrada em maio e suspensa em junho, e, depois, mais duas paralisações em julho e agosto.
“A aprovação do reajuste nos adicionais de titulação docente pela Assembleia Legislativa do Paraná é resultado de um processo longo de luta da categoria docente das universidades estaduais, que passou por mais de um mês de greve, por uma ampla mobilização que precedeu essa greve e pela continuidade da mobilização em estado de greve nos últimos seis meses. Então, é importante registrar que, mesmo com a suspensão da greve como parte do processo de negociação, se manteve o processo de mobilização, inclusive a possibilidade permanente de retomada da greve”, explica Gilberto Calil, 1º vice-presidente da Regional Sul e docente da Unioeste.
Como resultado da luta, com a aprovação do projeto de lei, houve uma elevação de 25% no adicional de titulação de docentes doutores, de 10% para docentes mestres e de 5% para especialistas. “É um processo que não é suficiente para cobrir todas as perdas salariais, mas que, efetivamente, expressa uma vitória importante, considerando-se, por exemplo, no caso de docentes doutores, esse reajuste que vai gerar [uma reposição de] mais de 13% no salário, que, articulado aos 5,79% já conquistados, permite uma recuperação salarial de em torno de 20% ao longo desse ano, o que é próximo da metade da defasagem acumulada que se tinha”, avalia o diretor do Sindicato Nacional.
*Com informações das SSind.



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