Educação foi um dos temas do Programa Faixa Livre dessa segunda-feira (4), pelo canal do youtube. O presidente do ANDES-SN, Gustavo Seferian, foi um dos entrevistados e tratou dos temas abordados no 42º Congresso do Sindicato Nacional, realizado na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, entre 26 de fevereiro e 1 de março.
 

Presidente do ANDES-SN, Gustavo Seferian, discursa no encerramento do 42º Congresso do ANDES-SN

O evento reuniu 632 docentes de todo o país, incluindo delegadas, delegados, observadoras, observadores, convidadas e convidados. “Foi um dos maiores Congressos do ANDES-SN e foram abordados temas de grande relevância nesses cinco dias de trabalhos intensos. O ANDES-SN saiu não só fortalecido, mas saiu ainda maior do que já era”, afirmou.

De acordo com o presidente do ANDES-SN, um dos momentos mais esperados do Congresso foi o da homologação de duas seções sindicais, que retornam ao Sindicato Nacional, após muitas lutas contra a divisão do movimento docente nacional. “Isso se deu tanto com a Adufc SSind (Associação de Docente das Universidades Federais do Estado do Ceará), que nos recebeu para sediar este Congresso, quanto também com a Adufscar SSind (Sindicato de Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras, Sorocaba e Buri)”, informou.

Outras duas novas seções sindicais também foram homologadas. A primeira seção sindical distrital, da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF SSind) e a seção sindical da Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira” (Sindfames SSind). As seções sindicais se somam às mais de 130 da base do ANDES-SN em todo o país. 

Seferian também ressaltou a aprovação da moção de repúdio “Não é Guerra, é Genocídio!”. “A tônica de unidade foi muito marcada no nosso Congresso. As nossas moções são normalmente aprovadas no final do Congresso, mas essa antecipamos para ter inclusive uma demarcação bastante significativa no início dos nossos trabalhos”, explicou.

A necessidade de construção de uma greve de docentes das universidades federais, institutos federais e cefets, ainda no primeiro semestre deste ano, foi outro assunto de grande relevância. Segundo o presidente do ANDES-SN, a deliberação da construção da greve se deu em um momento bastante oportuno, após a reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). Como o governo federal seguiu sem apresentar uma resposta à contraproposta do funcionalismo federal e manteve a proposta de reajuste zero para 2024, o conjunto dos professores e professoras ficou indignado e a questão da greve teve uma acolhida massiva por parte de delegados e delegadas, explicou o presidente do ANDES-SN. A greve ainda será avaliada pelas bases, por meio de assembleias.

O 42º Congresso abordou diversos temas em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, como a revogação do Novo Ensino Médio (NEM), contra a militarização das escolas, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a revogação da BNC-Formação, contra a ampliação da Educação a Distância, entre outros. “Esses pontos todos já eram parte de resoluções existentes em Congressos e Conads do ANDES-SN e que foram, neste momento, não só reafirmadas, mas colocadas no nosso plano de lutas dos setores para que possamos articular com outros segmentos, sobretudo de trabalhadoras e trabalhadores da educação para construção da nossa mobilização grevista”, enfatizou Seferian.

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