Por Carlos Henrique Ferreira Magalhães

O Colunista do jornal da burguesia, hoje, tenta fazer o leitor crer que o genocida-presidente possui atos estrambólicos, não atende aos interesses republicanos, foi eleito por uma disfunção da democracia e não sabe exercer um presidencialismo de coalizão.

O genocida-presidente não possui atos estrambólicos. Ao longo de 28 anos como deputado federal do baixo clero, sua prática parlamentar sempre foi orientada por atitudes fascistas , vide sua declaração pública de apoio ao torturador –Coronel Ulstra.

A lista de práticas irracionais , como xingamento a uma deputada federal, discursos com vieses racistas e homofóbicos e suas declarações sobre a relação capital/ trabalho, a qual aludia que uma escolha deveria ser feira entre direitos trabalhistas ou ter emprego, são fatos que corroboram que o genocida-presidente não possui atos estrambólicos.  Sua história, desde a expulsão do exército, pelo fato de ter colocado uma granada no quartel como forma de reivindicar seu aumento salarial, demonstram o perfil da direita necessário para combater as forças progressistas e populares quando estas possuem possibilidade de ascensão. Combater o quinto mandato de um partido que não atendia na totalidade os interesses do capital, era uma necessidade da classe burguesa e de seus aliados dos meios de comunicação desde 2014, passando pelo golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff , a ascensão do presidente-traidor Temer e a eleição do genocida-presidente, o qual, predominantemente, teve o apoio de todos os colunistas do grandes meios de comunicação, inclusive este que analiso.

Outro fato relatado pelo colunista é a necessidade de buscarmos os interesses republicamos. Pergunto a todos: buscarmos os interesses de quem? Daqueles que representam as necessidades de reprodução dos bilionários, cuja uma das expressões legais foi a Constituição de Pinochet no Chile, um país que qualquer direito (educação, saúde, previdência social, entre outros) se tornou um serviço, uma mercadoria, pois aqueles que não a compram, não a possuem? Ou daqueles que agora no Chile irão representar a classe trabalhadora no Congresso Nacional para escrever uma nova Constituição que não atende os interesses do mercado? Os interesses republicanos não são neutros. Cidadão é aquele que possui a capacidade de comprar. Vinte milhões de desempregados no Brasil e cerca de 20 milhões que vivem com menos de R$100,00 por mês. Convivemos com essa desigualdade há cerca de 138 anos, no Brasil. E no limite, quando essa desigualdade é questionada, ou ela não se amplia, nosso Presidencialismo de coalizão sofre um golpe. O genocida-presidente não foi eleito por uma disfunção da democracia; foi eleito pela democracia burguesa que é capaz de garantir o direito de voto somente para quem compra força produtiva; somente para quem paga salário; somente para os ricos, enfim, caso esta classe sinta uma ameaça do poder popular.

Na verdade, a direita está procurando uma terceira via. Alguém que diga que não é de esquerda e não é de direita; alguém que diga que vivemos um novo século e temos que buscar novas formas de fazer política; alguém que diga que vai sentar como todos e conversar com todos. Isso tudo é falso! Quem se apresenta com essas características é de direita. Uma direita soft, que tem vergonha de tortura, que diz que no Brasil não temos racismo, que respeita os direitos dos outros, que está aberto ao diálogo, mas sempre vota a favor do capital. Não podemos mais nos iludir com essas fantasias. Para classe trabalhadora só há uma alternativa. Uma política popular radical. Aprendamos agora com os chilenos que elegeram em Santiago, quinta maior cidade da América Latina, uma Prefeita do Partido Comunista Chileno.

                                         Maringá 20 de maio de 2021.

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