Carlos Henrique Ferreira Magalhães

O Jornal Burguês, hoje no seu editorial, revela a sua preocupação com a perda do poder político da direita no Chile. Os trabalhadores chilenos poderão rever as leis trabalhistas, as leis de financiamento público da educação e da saúde. A classe dominante brasileira revela seu temor. Há uma possibilidade de suprimir a exploração do trabalho e o acúmulo de miséria e de capital que essa exploração proporciona.

O Chile é um alerta para a direita da América Latina, mas essa vitória eleitoral é um sinal amarelo para as classes burguesa e trabalhadora. Nosso colunista do jornal burguês se remete à Constituição brasileira de 1988, a qual garantiu direitos; todavia, “ ninguém sabe muito bem como pagar” . Essa declaração falsa ou cínica revela o medo que os representantes do capital possuem de se criar um imposto sobre a riqueza dos milionários e bilionários e uma medida apontada em 1.845 dos bancos ficarem sobre o controle da classe trabalhadora, em um Estado que vise acabar com o capital e com o trabalho alienado em que a redução da jornada possibilite tempo livre, tempo para o/a trabalhador/a pensar em sua situação social  como um todo. A possibilidade da classe trabalhadora construir uma relação social onde não exista a exploração do trabalho e que toda a riqueza produzida não seja concentrada na mão de 1 % da população, deixa a classe burguesa apreensiva com a com perspectiva de perder o poder político e o poder econômico.

O Chile, com sua Constituição de 1980, foi o laboratório do neoliberalismo, da vingança do capital contra a classe trabalhadora. Educação, Saúde, Previdência, tudo virou mercadoria neste país  por meio de uma Constituição que não assegura a quem produz a riqueza ter os benefícios dessa riqueza, mas garante aqueles que não trabalham se apropriarem da riqueza produzida pelos trabalhadores. Essa lógica faz os sujeitos virarem objetos e os objetos virarem sujeitos. Mas o Chile com seus movimentos de massa nas ruas desde 2019 tem demonstrado que isso agora basta. A quantidade de suicídios de aposentados no Chile é imensa pela vergonha desses homens e mulheres na sua velhice não terem como comprar as mercadorias básicas (luz, água, aluguel e comida) para a sua sobrevivência. A possibilidade de questionar o acúmulo de riqueza faz com que a direita venha com todas as suas falsificações possíveis para manter o acúmulo de concentração de capital que gera o acúmulo de miséria.

No limite, sabemos as expressões da democracia burguesa. O ex-presidente chileno Salvador Allende aprendeu, em 1973, com sua morte, que a classe burguesa não mede esforços para manter a ordem e o poder político sob seu controle.

A vitória eleitoral da classe trabalhadora no Chile, é um sinal para a classe trabalhadora latino-americana se preparar para acentuar sua política radical contra a exploração do trabalho e a concentração de riqueza burguesa.

Twitter : henryferrer2030                                                                               Maringá 20 de maio de 2021.

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