Carlos Henrique Ferreira Magalhães

Nos 132 anos de República que vivemos no Brasil, talvez a maior tragédia para a classe trabalhadora tenha sido o governo-genocida de Bolsonaro. Temos hoje cerca de 15 milhões de desempregados, 15 milhões que desistiram de procurar emprego e cerca de 50 milhões de brasileiros que vivem em empregos precários, terceirizados ou fazendo “bico”. A falta de trabalho, a falta de um salário, a falta de uma condição de vida mínima é impossível de ser conquistada com a política econômica de Paulo Guedes que beneficia os exportadores de soja e minérios beneficiando o capital agrário e o capital financeiro.

A política econômica de Paulo Guedes alimenta a inflação. Com o aumento do feijão, do arroz, da carne, do gás, o Estado aumenta a arrecadação de impostos que são imputados sobre o consumo e os transfere para os banqueiros no pagamento da dívida interna. Vivemos um capitalismo o qual beneficia a burguesia porque suas fortunas não são taxadas. Somente dois países do mundo fazem isso. Um deles é o Brasil. O burguês Flavio Rocha, nesta semana, apresentou o depoimento que taxar as fortunas pode reduzir a desigualdade, mas pode empobrecer os ricos. Isso é uma afronta à classe trabalhadora que produz a riqueza, mas dela não se apropria. Vivemos um Estado que recolhe impostos sobre o consumo da classe trabalhadora e temos um Congresso Nacional omisso, já que a maioria deles é d linha conservadora, pois  como vemos não vota um projeto de lei para sobretaxar as grandes fortunas.

Talvez a última vez que a burguesia tenha sido desafiada foi com as Reformas de Base de João Goulart que propunha a Reforma Agrária. Num país, cuja a riqueza foi construída com o trabalho escravo, desafiar os latifundiários é desafiar o Estado, é desafiar o capital. A resposta do capital naquela época foi com o golpe civil-militar de 1964.

Como dizia a Margaret Tacher, não há alternativa. Essa frase, a classe trabalhadora necessita tomar para si nesta luta de classes contra o capital. A burguesia sabe que na luta de classes necessita eliminar seu adversário: a esquerda comunista. Nós sabemos que o Estado capitalista é impossível de ser reformado. Muitos talvez nos perguntem: como vocês militam num Partido Comunista Brasileiro? Militamos nesse partido porque a história já nos demonstra há 99 anos, no Brasil, que o capitalismo é irreformável. Não há negociação com latifundiários, banqueiros ou com o capital internacional. A simples movimentação do Brasil de ampliar seu comércio internacional com a China e a Rússia por meio do Brics fez com que os Estados Unidos quebrassem  o elo mais fraco dessa movimentação internacional a qual poderia trazer benefícios comerciais para a região Sul do Planeta em detrimento do imperialismo estadudinense. Dessa forma, derrotar Bolsonaro e Mourão é a primeira tarefa de muitas que ainda teremos pela frente para implantar o poder popular. Nesse jogo de cartas marcadas só nos resta virar a mesa e acabar com o jogo. Em 132 anos de República nunca acabamos com a miséria de milhões de brasileiros que nesse momento com a Reforma Trabalhista jogou milhões de brasileiros numa condição precária, na informalidade. E dificilmente esta Reforma Trabalhista e da previdência serão desfeitas sem uma Revolução. Não podemos mais ser um país meramente que apenas seja exportador de soja e minérios. Precisamos investir num Estado que atenda as necessidades da classe trabalhadora.  Esse Estado é o Socialista. Nele não poderá haver a exploração do trabalho; nele teremos que reduzir a jornada de trabalho; nele não haverá acúmulo de capital, já que esse acúmulo necessita obrigatoriamente acumular a miséria. Nós, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), acreditamos que retirar Bolsonaro e Mourão é uma chance para nós, da classe trabalhadora, fortalecermos nossa organização sindical e popular que foi desmotivada nos últimos 18 anos. A organização de comitês com a finalidade de superar o Estado capitalista, superar o capital e superar o trabalho assalariado é a única alternativa que a classe trabalhadora tem para viver com dignidade.

#Fora Centrão, Fora Barros e toda sua gangue.

# Fora Bolsonaro e Mourão.

“ (…) Nada é natural. Nada é impossível de mudar” (BRECHT)

Maringá, 27 de julho de 2021.

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