Nos últimos sete anos de destruição das instituições públicas, a rapina dos salários tem sido a pá de cal na vida dos docentes e, consequentemente, a defasagem salarial chegou a 42%. O governador Rato Junior, seu secretário Aldo Bona e a bancada governista na ALEP querem destruir as Universidades Públicas do Paraná. Encamparam o projeto de desmantelamento, implantando a Lei Geral das Universidades, a qual aniquila as universidades públicas do estado e como consequência, implementaram a terceirização do trabalho, estrangularam a realização de concurso para professores e suprimiram as verbas para manutenção das atividades de ensino, pesquisa, extensão e construção de prédios.
Maio, constitucionalmente, é o período da data-base, mas nem o governo nem a reitoria deram, até hoje, dia 15 de maio, sinal de diálogo com garantias concretas de que haverá reposição dos salários. Governo e reitoria falam em esperar, mas de esperar morrem as democracias. O governo apresentou na imprensa que os servidores terão reposição de apenas 5,79%, somente em agosto, mas sem dar garantias, pois nem sequer apresentou minuta de lei. Faltam informações, sensibilidade política e respeito àqueles que mantêm a educação superior do Paraná. A perda de 42% significa corrosão de quase a metade do salário em tempos de juros de 13,75% do Banco Central, isto resulta em cinco salários a menos por ano.
A greve é legal e, também, é legítima. No segundo governo de Rato Jr. a desvalorização do salário dos docentes das Universidades Públicas do Paraná chegou a um nível nunca vivenciado. Tal descaso (com raras exceções) tem sido a tônica dos governos, dos Secretários da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior e dos políticos aliados ao governador do estado.
A decisão de greve, aprovada em assembleia, é uma necessidade da categoria que luta por reposição salarial e em defesa da Universidade Pública. O governo do Paraná, que sacrifica os professores, dá aos empresários que o apoiam incentivos de bilhões em isenções fiscais, para que estes sejam favoráveis as privatizações e a destruição da educação pública.
Vale lembrar que nos últimos anos, os trabalhadores do judiciário, legislativo, ministério público e tribunal de contas no estado do Paraná, tiveram reposição salarial integral de 2017 a 2021, e em 2023, suas perdas salariais acumuladas foram zeradas. E porque nós somos tratados de forma diferenciada? Reposição é direito! Data-base é lei! Esta precisa ser cumprida, nem se for pela pressão de uma greve!
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