O governo Zema, em Minas Gerais, quer sepultar a Universidade do Estado de Minas Gerais. Mas a resistência e a luta em defesa da autonomia universitária conseguem boa articulação e avançam! Um exemplo para nós, no Paraná!

Com a justificativa de aderir ao programa federal de pagamento das dívidas (PROPAG), o governador Zema apresentou os PLs 3733 e 3738/2025. O primeiro prevê a venda do patrimônio de autarquias e fundações públicas; o segundo trata especificamente da UEMG. Além de autorizar a venda do patrimônio, o projeto ataca a autonomia universitária ao prever a transferência da gestão da universidade para a federação.

Na prática, o governo quer sepultar a UEMG e, com isso, enterrar também as condições de interiorização do ensino, da pesquisa e da extensão. A UEMG possui 22 unidades em 19 cidades, espalhadas por todas as regiões do estado, desenvolvendo ensino e projetos fundamentais para a população. Destruir a UEMG é arrancar um instrumento essencial para a construção de um futuro digno para todas e todos.

Diante disso, a ADUEMG — seção sindical do Andes — organizou, junto da direção nacional e de outras seções sindicais, um seminário sobre autonomia universitária e um ato em defesa da UEMG, realizados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 10 de setembro.

Na atividade, a ADUEMG apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC da Autonomia), construída coletivamente com a comunidade acadêmica, que prevê a ampliação da autonomia das universidades estaduais de MG. O projeto conquistou apoio de sindicatos, do movimento estudantil, de movimentos sociais e já foi assinado por 37 deputados. Trata-se de uma resposta propositiva e articulada contra a tentativa de destruição da UEMG pelo governo Zema.

Estivemos presentes representando as seções sindicais das universidades do Paraná, apoiando a luta e acumulando experiência para o enfrentamento que também se coloca no nosso estado. Afinal, barrar a venda da UEMG é parte da luta contra o processo de privatização e entrega dos bens públicos, que em MG tem Zema como protagonista, mas que também ocorre no Paraná, sob Ratinho Jr.

Essa luta integra o conjunto de batalhas que nossa classe trava contra o avanço do capital sobre o que deve ser público. A educação não pode ser transformada em mercadoria!

Por isso, nenhuma universidade pode ser vendida! A UEMG é patrimônio do povo mineiro e a universidade pública pertence a todo o povo brasileiro.

Chamamos todas e todos a acompanhar e divulgar essa luta, especialmente pelas redes sociais da ADUEMG e do Andes. É um exemplo de articulação e resistência que também precisamos fortalecer no Paraná.

Em defesa da UEMG, da autonomia universitária e por uma educação pública, gratuita e popular para a classe trabalhadora!

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