CONTRA O ATAQUE A UEM E O ATAQUE CONTRA A FALA DA DOCENTE ANA CRISTINA TEODORO DA SILVA ENQUANTO PARANINFA DOS FORMANDOS UEM 2019
Após a fala de 20 minutos, proferida pela professora Dra. Ana Cristina Teodoro da Silva, docente da UEM, durante a cerimônia de colação de grau da mesma instituição pública, gratuita e de qualidade, realizada na arena coberta do Parque de Exposições em Maringá PR, em 22 de fevereiro de 2019, um parlamentar (de Maringá/PR), hoje, posicionado na câmara legislativa do Estado do PR, divulgou palavras de ataque a fala da professora e, junto, ataques ao caráter social, político e intelectual de uma das maiores Universidades Estaduais do Brasil, posicionando seus caninos numa suposta ferocidade desvelada de intenções de desqualificação daquilo que outrora, lhe fizera humanizado, que é a educação pública (e, ainda mais, à educação superior). Longe de ser ele, o convidado para paraninfo, por razões muito claras, principalmente, pelo aparente distanciamento de posturas coerentes, intelectualizadas e racionais, realizou tentativas de ofensa não somente ao caráter da escolha dos formandos pelo nome da docente, mas à ciência política, social, pedagógica, ao trabalho docente, aos direitos trabalhistas e a universalidade da educação.
Por defendermos a inserção do ensino superior mediante qualificação avaliada por pares, doutores e pesquisadores, reconhecemos com todas as qualidades alcançáveis no momento, a indicação da professora como paraninfa dessa turma de formandos, mas, também, como docente e pesquisadora altamente qualificada, pertencente, com orgulho, ao quadro de trabalhadores da educação da Universidade Estadual de Maringá PR. Trata-se de uma professora comprometida com a emancipação humana, com as minorias que tem sido assolapadas em seus direitos mínimos e com os direitos da classe trabalhadora, que historicamente, conquistou direitos para sobrevivência frente ao processo de exploração ao qual são diariamente submetidos no âmbito do trabalho dito formal mas, também, precário, informal e esvaziado de possibilidades emancipatórias.
Nesse sentido, questionamos as razões, a legitimidade (autoridade acadêmica para produzir análises sem sustentação científica) e a intencionalidade das palavras dirigidas pelo parlamentar, de ataque e de desqualificação da análise coerente, consistente e pautada em diversas pesquisas científicas que a professora Ana Cristina Teodoro da Silva, proferiu no dia 22 de fevereiro de 2019. Questionar os direitos de trabalho historicamente conquistados, têm sido praxe para um grupo que busca se hegemonizar no poder político no país, subindo em laranjeiras ou goiabeiras para urrar mais alto. Falar em bolha, conforme a pseudoanálise indica, demonstra o desconhecimento sobre questões sócio-políticas que são objetivas e determinantes na estrutura da sociedade, mas que expressam na conjuntura presente, a tentativa avassaladora de concretizar o lema do atual ‘governo’ que vocifera misoginia, homofobia, machismo, racismo, transfobia, esvaziamento intelectual, rebaixamento do ensino e do trabalho educativo produzido pelos trabalhadores da educação nesse país e tantos outros preconceitos esvaziados de humanidade e enriquecidos de ódio e segregação social.
Nós, da diretoria SESDUEM (gestão 2018-2020), nos solidarizamos com a Professora Ana Cristina Teodoro da Silva, não apenas porque concordamos com suas palavras, mas, independentemente do conteúdo proferido pelo parlamentar, defendemos o direito do livre pensar e da livre manifestação, defendemos análises consistentes e coerentes com a realidade social, defendemos uma sociedade gestada pelo poder popular e, não, por interesses corporativistas e empresariais, por isso também exercemos aqui o direito de nos contrapor a tentativa de desqualificação da professora e da nossa Universidade, principalmente quando é oriundo de levianas e insustentáveis argumentos que somente a razão humana retrógrada ou elitizada, se identificaria.
Diretoria da Seção Sindical dos docentes da UEM / ANDES SN – Gestão 2018-2020

