11 de abril: mais um dia de paralisação com atividades nas Universidades
Na terça-feira, dia 11 de abril, todas as Universidades Estaduais do Paraná fizeram paralisações com atividades de debates, distribuição de panfletos e diálogo com a comunidade interna e externa.
Na UEM, durante a manhã, os docentes caminharam pelo campus distribuindo materiais, dialogando com estudantes e com os poucos docentes que não aderiram à paralisação. No período da tarde ocorreu o debate “Greve como um instrumento de luta na história da UEM”, buscando resgatar a história da UEM e discutir os métodos de ação dos docentes diante de tantos ataques e da falta de abertura de diálogo com o governo do Estado. No período da noite, juntamente com o DCE, foi ampliado o debate sobre as formas de greve, pontuando o conceito de greve de ocupação.
Nas demais universidades do Paraná ocorreram atividades parecidas. Na UEL também foi realizada assembleia com mais de 200 docentes que deliberaram indicativo de greve para a primeira semana de maio, caso o governo não abra a mesa de negociação sobre a recomposição das perdas salariais.
Docentes organizam ações na ALEP
Um grupo de docentes esteve também em Curitiba para construir o diálogo com deputados e protestar. Durante a manhã os docentes visitaram o gabinete de diversos deputados na ALEP e entregaram uma carta aberta falando da mobilização dos docentes, pontuando a necessidade de recomposição salarial, de melhores condições de trabalho e a defesa da universidade pública. No período da tarde fizeram protesto nas galerias da ALEP durante a sessão.
Reitorias apresentam minuta sobre alterações na carreira docente
A constante mobilização dos docentes tem pressionado as reitorias e a SETI, que correram com uma proposta de melhorias no plano de carreira. A Associação dos Reitores (Apiesp) anunciou o envio da proposta para a SETI no dia 10, um dia antes da paralisação. No entanto, ainda não há garantias de que o plano avance. Segundo o secretário Aldo Bona, em matéria divulgada pela Apiesp, “é necessário aguardar para começar a discussão dentro do governo e ver o quanto disso poderá ser atendido”.
Um representante dos sindicatos dos docentes acompanhou o Grupo de Trabalho que estava elaborando a minuta, mas não teve acesso oficial à sua versão final por se recusar a assinar a proposta antes de debater com a categoria. Os sindicatos fizeram solicitação formal à SETI para ter acesso à proposta e poder apresentar para a categoria. Apesar de ainda não termos resposta, no final da tarde do dia 11 a minuta passou a circular de forma extra-oficial, e então os sindicatos docentes puderam conhecê-la na íntegra.
Em uma primeira avaliação das direções sindicais, entendemos que a proposta contempla algumas demandas históricas da categoria docente, a saber: elevação dos adicionais de titulação (45% para especialista, 75% para mestres e 100% para doutores) e incorporação de professor titular como nível na carreira.
O momento e a forma de elaboração da proposta, no entanto, carrega em si a tentativa das administrações de esfriar a luta dos docentes, dando alguma esperança de melhoria para a categoria, mas sem apontar nenhuma certeza. Além disso, há a clara e antiga estratégia do governo de negociar propostas particulares das carreiras e fragmentar unidade dos servidores pela data-base, que seria o ajuste linear para todos. Nessa negociação de carreiras, o governo abre um verdadeiro “balcão de negócios”, que tende a desvalorizar categorias com menor peso e aprofundar os problemas
gerais da degradação dos serviços públicos.
As seções sindicais dos docentes farão assembleias na próxima semana para discutir a minuta de alteração na carreira e a continuidade da luta pela reposição salarial.





Baixe também a nota do Comando Sindical Docente

