Olá, docente da UEM.

Estamos iniciando mais um ano letivo. É uma alegria participar do movimento da universidade, construindo esses espaços de estudos, debates, pesquisas, encontrando novos e antigos estudantes, colegas de trabalho e amigos. Sabemos que nosso trabalho envolve muita dedicação, paciência, perseverança e esperanças no sentido de tentar contribuir tanto para a formação técnica quanto para a formação humana.

No entanto, sabemos também que nosso período histórico é de grandes ataques à educação, à nossa categoria, aos trabalhadores em geral e, em particular, aos servidores públicos. Nós, docentes, disputamos nossa existência, enquanto trabalhadores da educação, numa sociedade que, a cada dia, precariza nossos espaços, as condições de trabalho, as relações humanas e, ainda, não reconhece nossa função social e histórica. Resistir e lutar contra os ataques que temos sofrido desde os governos anteriores e, principalmente, do atual governador Ratinho Júnior, tem sido uma tarefa árdua, mas, necessária.

Apontar essas contradições é parte do nosso compromisso histórico com a luta por uma sociedade mais justa. O movimento docente foi exemplar em importantes conquistas no país, em Maringá e na UEM. Em cada uma delas, mostramos que não ensinamos apenas em sala de aula. Estivemos na linha de frente da luta contra a ditadura empresarial-militar, pela democracia, por direitos sociais, e, também, por uma educação e universidade de qualidade, com autonomia, e como instituição estratégica para a construção de um projeto de soberania nacional vinculado aos interesses e necessidades da classe trabalhadora.

Na UEM, o movimento docente, na década de 1980, contribuiu decisivamente para a conquista do direito de eleger a reitoria e pela gratuidade na universidade. A partir dos anos 1990, o movimento docente, com seus debates, reivindicações e lutas, impulsionou um processo de qualificação dos professores e de expansão do ensino de graduação e de pós. As mobilizações e greves (incluindo uma histórica greve de 6 meses) foram fundamentais para garantir que a universidade permanecesse pública e gratuita, para conquistar um projeto de carreira, a valorização salarial, concursos públicos, melhores condições de trabalho, pela realização de ensino, pesquisa e extensão, entre outros.

Infelizmente, diversos fatores conjunturais e estruturais levaram a uma desarticulação da classe trabalhadora em todo o país, e o movimento docente também sofreu com esse processo. Dentre os fatores que contribuíram para isso, podemos citar todo um conjunto de ideias, leis e instrumentos neoliberais, como o incentivo ao individualismo e à competitividade, a destruição de espaços públicos e coletivos, o rebaixamento dos salários, as contrarreformas trabalhista e da previdência, o avanço dos aplicativos e das plataformas na organização do trabalho, o tal “novo” Ensino Médio, a dominação das faculdades privadas e do EaD, a Lei Geral das Universidades, entre diversos outros.

Na UEM, esses impactos são sentidos com uma enorme intensificação do trabalho, frutos de uma expansão da universidade, mas sem uma necessária contratação de mais docentes e agentes universitários (gráficos 1 e 2). A UEM tem menos docentes efetivos do que tinha no início dos anos 2000. Como se não bastasse, há ainda uma naturalização dos contratos temporários, destruindo condições de pesquisa e extensão, aumentando a insegurança dos docentes e levando muitos ao adoecimento.

Nesta conjuntura, assim como em outras tão ou mais difíceis, é fundamental identificar os pontos de fratura e avançar na reorganização das nossas lutas. A SESDUEM é fruto dessa reorganização. Ela tem suas raízes no ANDES, Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior Público, e emerge efetivamente em 2007.

A SESDUEM expressa a necessidade histórica manifestada pela categoria docente de ter uma representação sindical própria, que organize debates de qualidade sobre a universidade, sobre a carreira docente, construindo as reivindicações específicas da categoria de forma articulada ao movimento
estadual e nacional dos docentes das demais universidades.

Além disso, a SESDUEM preza pela solidariedade e unidade sindical, buscando avançar com a luta coletiva em torno das necessidades gerais da classe trabalhadora, construindo debates e lutas pela educação e pela universidade pública, pela autonomia administrativa e política da universidade, pela garantia da data-base, pelos direitos trabalhistas, entre outras.

Para fazer essas lutas, é fundamental que todos os docentes participem e se filiem ao seu sindicato, a SESDUEM, contribuindo para qualificação do debate e fortalecimento deste nosso instrumento de luta.

FILIEM-SE À SESDUEM! O LEGÍTIMO SINDICATO DA CATEGORIA DOCENTE DA UEM.

SOMENTE A LUTA COLETIVA PODE GARANTIR DIREITOS PARA TODOS

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