Na manhã desta terça-feira, dia 16, o comando de greve se reuniu com a vice-reitora Gisele Mendes, com o pró-reitor de Recursos Humanos José Maria, e com o diretor da PRH Eder Rossato, para tratar das pautas da categoria docente em greve.
Os seguintes pontos foram debatidos:
- O comando questionou a reitoria sobre a posição da administração diante greve, pois não houve manifestação até o momento. O comando expressou a necessidade de que a reitoria reconheça publicamente que tanto a exigência de reposição salarial, quanto o instrumento de greve decidido pelos docentes em assembleia são legítimos e justos.
- O comando solicitou a reitoria um maior empenho para que o governo abra o diálogo com os docentes. A vice-reitora informou que terá reunião do conselho de reitores na próxima segunda-feira em Foz do Iguaçu, e que discutirão o assunto, buscando esse diálogo com o governo para atender as reivindicações.
- Em relação ao tal “plano de carreira”, o comando questionou o que a pró-reitoria de Recursos Humanos está entendendo quando afirma que está em “estágio avançado de negociação”. Segundo o pró-reitor, o avanço significa que o projeto foi enviado da SETI para a SEAP. Ainda segundo ele, o plano de carreira dos agentes universitários tem parecer da SEAP, mas que ele ainda não sabe qual é. Já o plano de carreira para os docentes, ele disse que ainda sequer tem parecer.
O comando esclareceu que não há transparência nenhuma sobre o andamento desse projeto, nem da forma e nem dos prazos. O projeto já foi enviado há um mês e ainda continua na SEAP. Após isso, ainda tem que passar na SEFA, na Casa Civil e enviado para a Alep, onde também terá tramitação em diversas comissões antes de ir à plenária. Isso não nos parece nada “estágio avançado”. - Sobre os contratos temporários, o comando informou que está organizando um ofício para pautar uma demanda da categoria, que é a contratação imediata de todos os docentes. O pró-reitor informou que só poderá contratar próximo do período do início das aulas, o que discordamos veementemente. Argumentamos, mais uma vez, que o trabalho do docente continua mesmo em férias letivas. No caso daqueles com contratos temporários, também continuam orientando, fazendo pesquisas, publicando, etc, mesmo sem contrato, o que na prática significa trabalhar sem receber salários. Por isso lutaremos para que nenhuma vaga docente fique um dia sequer desocupada! Contratação de todos já!



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