Na tarde de segunda-feira, 29/05/2023, conforme deliberação de assembleia, os docentes da UEM se
reuniram com o reitor Prof. Dr. Leandro Vanalli e a vice-reitora profa. Dra. Gisele Mendes, para cobrá-los
sobre uma posição firme em defesa das pautas dos docentes e do reconhecimento da greve como
instrumento legítimo de luta. O comando reforçou a necessidade de maior esforço da reitoria para expor a situação que levou à greve e buscar abrir negociações com o governador.

Durante a reunião o comando de greve fez críticas à última nota da Apiesp (Associação dirigida pelos
Reitores das sete Universidades Estaduais do Paraná), em especial quando afirmam que as negociações com o governo estavam paralisadas por causa da greve. Tal afirmação não é verdadeira, pois as negociações jamais iniciaram. A afirmação também é uma forma de desqualificar a greve como instrumento legítimo dos trabalhadores, desestabilizando o movimento e iludindo muitos docentes com a ideia de que o governo estava disposto a negociar (mesmo jamais tendo feito isso em todo seu mandato).

Em relação ao plano de carreira docente apresentado pela Apiesp em 10/04/2023, o reitor confirmou que
sofreu resistência e questionamentos da Secretaria de Administração e Previdência (Seap) e, por isso, não
avançou desde então. Isso reforça, mais uma vez, que não é a greve que tem impedido negociações, mas sim os as próprias amarras orçamentárias que o governo impõe. A greve, ao contrário, tem sido a forma justa e legítima de expor a situação, qualificar a discussão junto à comunidade interna e externa, e exigir o cumprimento da garantia constitucional de não redutibilidade dos salários.

Outra pauta defendida pelo movimento grevista foi que os contratos temporários dos professores
aprovados nos testes seletivos sejam efetivados e/ou renovados, mesmo nos períodos de férias e durante a greve.

O comando de greve argumentou que o período de férias letivas não é, necessariamente, período de férias docentes. Para os temporários, muitas vezes, esse é o único período em que o professor tem condições de trabalhar ativamente com a pesquisa e extensão, uma vez que durante o período letivo está sobrecarregado com uma carga-horária didática altíssima.

Além disso, o movimento reafirma que a condição do contrato temporário não pode ser utilizada como
subterfúgio para desestruturar a função de docente universitário. Desta forma, todos devem ter isonomia
com os docentes estatutários, com condições de trabalho para atuar no tripé ensino-pesquisa-extensão,
bem como garantias de exercer seu direito constitucional de greve.

Nesse ponto, a reitoria se comprometeu a avançar com os processos de contratação, mas não indicou prazos para que isso ocorra. O movimento grevista deve continuar se organizando e cobrando agilidade nesse processo, bem como a defesa da isonomia e dos concursos públicos.

Foi solicitado pelo movimento que haja mais transparência e agilidade nas informações disseminadas
pela reitoria, e que sejam sempre em defesa das reivindicações do movimento docente e em favor das
universidades públicas.

O movimento grevista segue se fortalecendo pela garantia constitucional da data-base, contra a
defasagem salarial de 42%, resultado de 7 anos sem reposição salarial. A luta pelos salários está
umbilicalmente ligada à luta por condições dignas de trabalho, e pela existência de uma universidade
pública, gratuita e de qualidade, para atender às reais necessidades da classe trabalhadora!

SESDUEM – Seção Sindical dos Docentes da UEM


Comentários

comentários