Ontem, 25, foi o Dia Internacional de Luta contra Violência a Mulher. Graças às lutas delas algumas conquistas já vieram, mas bem longe do justo. Para se ter ideia, no Brasil, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; outras 35% declaram sofrer agressão toda semana (Centro de Atendimento à Mulher). Esses números formam uma média alarmante: segundo o Fórum Brasileiro de Segunda Pública a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso país.
E não é só isso. Um ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países mostrou que o Brasil ficou na posição 124. Para que o cenário mude, serão necessários 80 anos para que elas ganhem o mesmo que eles. Se nada mudar só teremos a igualdade de salários em 2095.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que as brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens. Os cargos de chefia e CEO de empresas são ocupados quase em sua totalidade por homens: apenas 5% por mulheres, afirma a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Ainda segundo a OIT, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho.
A violência contra a mulher ainda é muito presente em diversas culturas mundo à fora, tanto é que 70% de todas as mulheres do planeta já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em suas vidas.
O dia 25 de novembro é uma causa humanitária. De todos nós. Ricos e pobres, crianças e idosos, brancos ou pretos. Não é necessário ser de esquerda ou direita.
É hora de nos perguntarmos, com toda a honestidade, de que maneira estamos contribuindo para mudar esse cenário (?). E mais, o que estamos fazendo para combater esse pensamento retrógado em nossa sociedade?
Lutaremos sempre por um mundo melhor.

