Nós, professoras e professores temporários da Universidade Estadual de Maringá, acompanhamos com apreensão o último indeferimento da renovação da carga horária destinada à contratação e renovação de nossa atual condição de trabalho.

A justificativa dada pelo governo do Estado, a partir de sua Comissão de Política Salarial, desconsidera aspectos importantes do funcionamento da UEM, bem como das demais IES paranaenses.

Cabe lembrar que desde 2016, não há concurso público para repor o quadro docente e não-docente das universidades. Apenas no caso dos professores, a UEM teria direito a um contingente de 1690 servidores. Atualmente, o número total de professores contratados pela universidade é de aproximadamente 1609, sendo 443 temporários – em sua grande maioria, mestres e doutores.

A defasagem entre o número possível de professoras e professores e o número atual de efetivos comprometeria o funcionamento da UEM nos três segmentos que caracterizam a universidade – ensino, pesquisa e extensão -, se não fosse a atuação dos professores temporários. Contratados em regime de excepcionalidade, desenvolvemos, além das atividades de ensino, projetos de pesquisa e extensão que geram conhecimento convertido em tecnologia e serviços que atendem diretamente a comunidade, especialmente na área da saúde.

A não renovação dos contratos temporários comprometerá o tripé de ensino, pesquisa e extensão. Disciplinas serão interrompidas sem sua conclusão, cursos podem ficar sem professores, e diversas pesquisas e serviços deixarão de ser prestados. Sem contar o aumento das atribuições dos professores efetivos, que sobreacumularão os encargos cumpridos pelos temporários, precarizando suas condições de trabalho.

Esperamos que o governo do Estado, através da Comissão de Política Salarial, reconsidere sua decisão, permitindo a renovação de todos os contratos de docentes temporários.

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#LUTATEMPORARIOS

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