As seções sindicais de docentes da UEM, UEL, UEPG, UNIOESTE, UENP, UNESPAR e ADUNICENTRO, reunidas, expressam incondicional solidariedade à greve docente da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), que, frente à defasagem salarial de 68,34%, reivindica reposição salarial e reage ao ataque à autonomia universitária e se coloca em defesa de seu plano de carreira. Frente à intransigência do governador Rafael Fonteles (PT), a greve constituiu-se em recurso legítimo e necessário não apenas para a defesa dos direitos docentes, mas igualmente para a própria defesa da UESPI, universidade pública com 37 anos de história e presente em todas as regiões do Piauí, mas que enfrenta situação precária decorrente do desfinanciamento.
A intransigência do governador se expressa em uma continuada postura de recusa à negociação e, mais ainda, na tentativa de criminalização da greve e no corte de salários dos docentes, que inclusive coloca em risco a reposição das aulas após o encerramento da greve.
Em vista disto, é necessário que o governador abra efetiva negociação, recue em sua intransigência, devolva os salários retidos e respeite a autonomia universitária.



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