
Carlos Henrique Ferreira Magalhães
A colunista do jornal burguês, hoje, tenta nos fazer crer que o Presidente-Genocida é catimbeiro. Desde seu passeio protofacista com motoqueiros no Rio de Janeiro procura recuperar sua popularidade, agora com a proposta de organizar o Todos Juntos, Pra Frente Pandemia, Salve a Seleção (!!!), haja vista sua intenção de sediar a Copa América no Brasil.
O Brasil realmente não é para os fracos. Somos assoberbados com uma avalanche de fatos os quais fortalecem uma ilusão pseudoconcreta. Ontem foi uma médica que atua em políticas de saúde do desgoverno que não sabe a diferença entre um protozoário e um vírus; uma médica que não leu as próprias pesquisas do Hospital Albert Enstein e que afirmou que Cloroquina não serve para o tratamento precoce contra a Covid-19, pois a cloroquina combate protozoário e não o vírus. Na semana passada, também, vimos que o Genocida-Presidente nomeou o General-Milionário, ex-Ministro da Cloroquina, para ser um aspone na Secretaria de Assuntos Estratégicos. Sua nomeação como aspone talvez seja para elaborar a estratégia do aumento de contaminação para se chegar a imunização de rebanho, a qual pode ter um custo de milhões de mortos por Covid-19, que se juntarão aos mais de 540 mil mortos até o momento. Um sinal de alerta a todos foi o Asponi não ter sofrido nenhuma punição do alto comando do exército pela sua participação em um showmício. Isso é um alerta grave.
O Brasil não é para os fracos; agora é para os mortos. Dados da Universidade Americana John Hopinks, de março de 2021, indicam que a Austrália teve 909 mortes pela Covid-19, o Vietnã 35 mortes, Cuba 877. Todavia Brasil, Índia e Estados Unidos conseguiram ter uma média de 4000 mortes diárias. Isso se deve a um princípio comum desses três países: possuem uma burguesia protofascista a qual não mede esforços para manter a taxa de lucro de suas corporações. Entre a economia e a saúde, o mercado defende a economia. Afinal com a morte dos “mais fracos”, faz-se uma seleção natural importante para diminuir os investimentos em políticas sociais como a Previdência. Assim, o mercado pode acessar a maiores fatias do orçamento público, seja por meio da dívida interna dos países com uma maior transferência do fundo público para os banqueiros, seja por meio de empréstimo aos bilionários com juros irrisórios para expandir a fronteira agrícola e exportar soja, açúcar, os minérios em terras indígenas. Com isso, os economistas ficam felizes, já houve um aumento do PIB, neste momento, com o aumento de exportações de commodities, a diminuição brusca de alimentos no mercado interno e a não-redução do desemprego. Afinal, cada vez se produz mais mercadorias, em menos tempo e com menos trabalhadores. Voilà!
No próximo sábado, 19 de junho, a esquerda classista voltará a jogar nas ruas brasileiras. A Burguesia, aparentemente, tem um problema. Ela procura o melhor ator para manter sua política neoliberal. A esquerda classista tem uma tarefa hercúlea de apresentar as contradições dessa relação social e demonstrar que o capital é incontrolável. Só uma política radical anticapitalista pode assegurar que 70 milhões de brasileiros não fiquem na miséria enquanto observamos a cada ano o aumento de bilionários.
Maringá, 7 de junho de 2021.


