No dia 29 de abril de 2015, servidoras e servidores públicos do Paraná, que reivindicavam seus direitos no Centro Cívico de Curitiba, foram brutalmente reprimidos por policiais militares com cassetetes, balas de borracha, gás de pimenta e lacrimogêneo, sob as ordens do então governador Beto Richa (PSDB) e do secretário de Segurança Pública à época, Fernando Francischini. Mais de 200 pessoas ficaram feridas na ocasião e não houve responsabilização adequada por parte do Estado.
Gilberto Calil, 1º vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN, afirma que a paralisação que acontece em todo o estado nessa terça-feira, 29, tem um duplo foco. “De um lado, é uma data que é absolutamente importante para o conjunto dos servidores públicos do Paraná, para os docentes, inclusive, que é parte do nosso calendário de lutas, na lembrança, na memória, na denúncia do que foi a violência bárbara cometida pelo estado do Paraná, pelo governo Beto Richa, contra o conjunto dos servidores públicos no dia 29 de abril de 2015. Como este ano marca os 10 anos, é uma data bastante importante na reafirmação dessa memória. Então, é um ato de luta pela reposição salarial e um ato de denúncia e de memória em relação ao dia 29 de abril”, reforça.
Segundo o diretor do ANDES-SN, a defesa da data-base e a lembrança do Massacre do Centro Cívico reafirmam o compromisso das e dos docentes com a justiça, o respeito e a valorização dos servidores públicos.
Manifestações em todo estado
Docentes do Paraná paralisaram as atividades, nesta terça-feira (29), pelo cumprimento da data-base e em memória aos 10 anos do Massacre do Centro Cívico. Um grande ato acontecerá no centro da capital, com a participação de caravanas de todo o estado, pela manhã, na Praça Tiradentes.
Ao longo dos anos, o governo Ratinho Júnior (PSD) tem desrespeitado a Lei 15.512/2007, que regulamenta a data-base no Paraná em 1º de maio, com a correção salarial para as servidoras e os servidores públicos com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Até o momento, não existe nenhuma proposta oficial por parte do governo, nenhum anúncio, e nós acumulamos uma defasagem salarial de 47%, desde 2016 até hoje” finaliza Calil.
Atividades e manifestação em Maringá
9h00 – Roda de Conversa
Tema: 10 anos do Massacre: As lutas de ontem e de hoje não param!
📍 Auditório da BCE
🎨 16h00 – Confecção de Cartazes
📍 Praça Raposo Tavares
✊🏾 17h30 – Concentração
📍 Praça Raposo Tavares
🚶🏾♂️🚶🏿♀️ 19h00 – Manifestação com caminhada
📍 Da Praça Raposo Tavares até a UEM

