O Sistema Único de Saúde (SUS) completou 30 anos em 2018. Criado pela Constituição de 1988 para transformar em realidade um de seus grandes avanços — o direito de todos os brasileiros à saúde —, o SUS hoje cobre mais de 200 milhões de pessoas, 80% delas dependentes exclusivamente do sistema para qualquer atendimento médico.

O que SUS vem passando nos últimos anos, principalmente com a falta de investimentos por parte dos governantes é um atentado à sociedade, uma vez que é a população mais pobre que utiliza desse serviço.

Nos últimos anos, o investimento no SUS vem caindo drasticamente. O orçamento da saúde previsto para 2020 é de R$ 136 bilhões. Em 2019 foi de R$ 147 bilhões, segundo informações do Portal Transparência. 

Com a crise do novo coronavírus, fica cada dia mais clara a importância do SUS para toda a sociedade brasileira. Com isso, buscamos conscientizar e mobilizar a sociedade que investir no SUS é investir em vidas. Investimento direto no serviço com mais médicos, enfermeiros e técnicos, mais verbas para pesquisas em universidades públicas para desenvolvimento da ciência, bolsas de estudos consistentes, profissionais bem remunerados, entre outros. 

Nos últimos anos, muito se fala sobre a privatização de serviços públicos e, normalmente, esses argumentos vêm sem embasamento técnico algum. Segundo o doutor em Educação e pós-doutor em Sociologia Gregório Grisa, o problema começa pelo simples fato de estabelecer uma comparação sobre saúde e educação privadas e públicas. Segundo ele, “a gestão privada tem características distintas da gestão pública. Por isso, é uma relação descabida”.

As universidades públicas representam 95% de toda a produção científica do Brasil. Os dados são da Academia Brasileira de Ciências, em 2019.

A Adunicentro, Adunioeste, Sesduem, Sindiprol Aduel, Sinduepg e Sindunespar defendem veementemente um SUS mais forte para salvar vidas. Confira algumas ações propostas para colaborar com esse momento de crise que o mundo vem passando:

1 . O direito à vida é um direito fundamental. Governos devem priorizar vidas, não lucros. Quarentena não é privilégio, quarentena é essencial!

2. Há recursos para enfrentar a pandemia. Defendemos o fim do pagamento dos juros da dívida pública (45% do PIB, R$ 1,5 trilhão por ano), taxar o lucro dos bancos, os bilionários e as grandes fortunas, maiores recursos para saúde, alimentação e moradia, Isenção de aluguel, água, luz e gás, e renda mínima digna (salário mínimo do Dieese) para todos em quarentena e isolamento social.

3. Reorganizar a economia para atender às necessidades da pandemia:

Que as indústrias de automóveis fabriquem macas e respiradores mecânicos para os hospitais, que a indústria têxtil fabrique itens de proteção individual para trabalhadores da saúde (máscaras, toucas, aventais, etc) e recursos públicos para as pessoas e para manter os empregos.

4. SUS forte para salvar vidas: contratação de mais servidores efetivos para o SUS e com remuneração e condições de trabalho dignas, além de licença médica remunerada (sem redução salarial) para todos os trabalhadores parados durante a pandemia.

5. Medidas para evitar o colapso do sistema de saúde por conta da COVID-19: estatizar todo o sistema de saúde, contratação de trabalhadores efetivos para saúde, testes em massa e isolamento social com salário integral, transformar os hotéis em hospitais.

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