Nos dias 14 e 15 de junho de 2024, apoiada pela Sesduem e pelo Andes-SN, ocorreu a III Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA).

O evento foi organizado por professores e estudantes de diversos departamentos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre eles Geografia, História, Ciências Sociais, Psicologia, Fundamentos de Educação, Educação Física e Matemática.

O objetivo foi avançar com reflexões e debates sobre as questões agrárias no Brasil. Na abertura, estiveram no Auditório 29 de Abril mais de 150 pessoas, entre acadêmicos, pesquisadores, estudantes e representantes de movimentos sociais, todos reunidos para discutir a questão agrária e a luta pela terra na atualidade, em palestra ministrada pelo Professor Carlos Alberto Feliciano, da UNESP.

Durante sua apresentação, o palestrante apresentou uma série de dados e gráficos que destacaram a predominância do agronegócio nos trabalhos acadêmicos e na produção agrícola do Brasil, em comparação com as práticas de agroecologia e os projetos promovidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em contrapartida, o palestrante abordou a agroecologia e as iniciativas do MST, evidenciando sua contribuição para a sustentabilidade ambiental, a soberania alimentar e a inclusão social. No entanto, os dados mostraram que, apesar de seus benefícios, essas práticas ainda enfrentam desafios significativos, como menor visibilidade nos meios acadêmicos e menos acesso a recursos financeiros e tecnológicos comparados ao agronegócio.

No sábado, dia 15, o evento seguiu debatendo também sobre a educação do campo e reforma agrária: desafios e perspectivas com as professoras Sandra Scheeren, Adriana Medeiros Farias e Maria Edi da Silva Camilo. Na parte da tarde, ocorreu um momento de visitação à escola Milton Santos de Agroecologia, debatendo sobre os 40 anos do MST e a agroecologia. A JURA encerrou no sábado, com a atividade cultural Arraiá Vermeio.

📷 Coordenação JURA

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