Mais uma maldade do Governo Ratinho para os docentes da UEM e para grande parcela dos servidores públicos. No dia 20 de março, o Governador publicou o Decreto 4312, que transforma a licença especial em uma licença “Compulsória”, o que significa poder obrigar que mais de 50% dos servidores da UEM estejam em licença durante a quarentena.
Esse importante direito, mutilado (para os servidores antigos) e eliminado (para os novos) pelo governo, visa à recomposição de forças psicofísicas dos trabalhadores em condições adequadas. Só que agora é mais uma vez abolido, durante uma quarentena forçada pela crise sanitária e com duras consequências emocionais para aqueles que, em razão de força maior, ficarão semanas ou meses confinados em suas residências.
Mais uma vez o Governador mostra que não conhece o trabalho e atividades do professor de ensino superior, pois ele atua para além das aulas presenciais. Suas atividades muitas vezes acontecem em home office. Nas leituras, na produção dos artigos e de material didático, na orientação de alunos de graduação e pós-graduação etc. Cabe à reflexão que para a aula acontecer existe um trabalho invisível aos olhos do governo, que é o seu preparo e a melhor formação de seus docentes. Desconsidera, ainda, que muitas pesquisas em andamento não podem parar, muitas delas no campo da saúde, tão essenciais para enfrentarmos esta e outras doenças!!!
Contra a imposição da licença especial!
Pela manutenção do direito dos servidores públicos!
Quarentena não é férias e nem licença. É um dever em prol da coletividade!

