
Por Carlos Henrique Ferreira Magalhães
No dia 29 de maio de 2021, na Praça Raposo Tavares em Maringá, a esquerda se reuniu para uma marcha pela vida com cerca de 1000 participantes. Um grito combativo em Maringá e em todo o Brasil ecoou: Fora Bolsonaro!

Essa manifestação unitária das forças políticas da esquerda deu seu recado para toda a política nefasta do protofascismo da burguesia brasileira e seu representante Bolsonaro liderado aqui em Maringá pela Sociedade Rural e pela Associação Comercial de Maringá que, ao invés de valorizarem a vida, acentuam o discurso de salvar a economia. A economia para a burguesia já está salva batendo todos os recordes de exportação de minério de ferro, de carne, de soja e de outras comodities, visando o lucro exacerbado da exportação em dólar.
A classe trabalhadora e os estudantes demonstraram neste dia de luta uma vitória da militância de esquerda e o sinal para a burguesia de que não aceitamos uma pandemia de Covid-19 descontrolada com a perda de mais de 500 mil vidas e com a possibilidade de chegar em 1 milhão de mortes até novembro de 2021, já que o Presidente-Genocida não quis comprar 170 milhões de vacinas da Pfizer e da Coronavac. Além destas mortes, a classe trabalhadora está esmagada com cerca de 20 milhões de desempregados por uma crise estrutural do capital, pois essa é uma relação social incontrolável. O Brasil, em 2020, ganhou mais 8 bilionários e aumentou a miséria com 70 milhões de brasileiros que necessitam do auxílio emergencial de R$600,00
Maringá e o Brasil, na figura dos trabalhadores e estudantes, gritaram que mesmo na Pandemia irão às ruas para exigir a queda de todas as forças burguesas, que juntas a Bolsonaro, são responsáveis pela falta de vacinação e uma crise econômica e social sem precedentes no Brasil nos últimos 50 anos.
Nós, manifestantes, tivemos aplausos e buzinaço ao longo da marcha que fizemos aqui em Maringá-PR. Foi muito bom ouvir as palavras de ordem de todos os militantes de partidos de esquerda, socialistas, comunistas, sindicatos e do movimento estudantil que deram seu recado contra o atraso da vacinação e um desemprego que aumenta a miséria humana.
Maringá e o Brasil estão disputando os espaços políticos. Precisamos criar uma frente de esquerda com um projeto anticapitalista. A frente de esquerda não pode mais ter a ilusão de administrar o capital. A frente de esquerda não pode acreditar num presidencialismo de coalisão e ser destituída como aconteceu nos golpes contra João Goulart e Dilma Rousseff.
A burguesia do Brasil pouco se importa com o desemprego e o aumento da miséria dos trabalhadores. Eles sempre exportaram Pau-Brasil, Ouro, Açúcar, Café e agora Soja e outros minérios.
Só o poder popular para combater essa crise incontrolável,nas ruas e na luta para organizarmos uma nova relação social com o comando dos trabalhadores livremente associados.
Maringá 01 de junho de 2021
Twitter:@henryferrer2030


