Professores Temporários da UEM ficam dois meses por ano sem salário

Com a falta de concursos, centenas de vagas docentes na UEM são ocupadas por professores temporários. Além de receberem salários menores, sem TIDE, ministrarem cargas-horárias didáticas altíssimas e estarem sujeitos à enorme instabilidade e incerteza sobre o futuro dos seus empregos, esses professores ficam cerca de um a dois meses no ano sem receber salários.

O gráfico, a seguir, mostra, claramente, que quando chega o período de férias letivas centenas de professores perdem seu contrato.

O argumento da instituição é que não há como justificar a contratação desses docentes se não há aulas na graduação. O trabalho, no entanto, não pára. Neste momento, mesmo com as férias letivas, a maioria dos professores (incluindo os aprovados em testes seletivos e ainda não contratados) está orientando trabalhos de conclusão de curso, pesquisando e planejando suas aulas para o próximo ano letivo, o qual tera início em menos de duas semanas. Em outras palavras, estão trabalhando sem receber salário.

Precisamos lembrar a administração da UEM e o Governo do Estado do Paraná que a função do docente universitário não é apenas ministrar aulas. Esses docentes têm seus contratos feitos de forma temporária, mas, são, continuamente, docentes universitários. Muitos deles são mestres e doutores, dedicam-se à pesquisa e à extensão, estudam, orientam projetos de iniciação científica, mestrado e/ou doutorado, planejam suas aulas e, em alguns casos, também cumprem funções administrativas, fazem relatos em reuniões de departamento, elaboram programas de disciplinas, participam de conselhos de curso, etc.

Não contratar esses professores porque não há aulas na graduação é ferir ainda mais a já abalada isonomia entre os professores. Na prática, é consolidar a precarização do trabalho docente, alterando sua forma e rebaixando seu valor. É sucumbir à LGU que impõe à universidade a lógica da formação tecnocrática apenas para formação de força de trabalho barata para o mercado de trabalho.

Por isso, EXIGIMOS a contratação imediata de todos os docentes aprovados em testes seletivos na UEM

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