Em assembleia realizada nesta segunda-feira, dia 24 de abril, os docentes aprovaram por unanimidade o indicativo de greve para o mês de maio como continuidade da luta pela data base e recomposição salarial. Na semana passada, os docentes da UEL, Unioeste, Unicentro e Unespar, em assembléias dos sindicatos docentes, tomaram a mesma decisão. Os docentes da UEPG e UENP farão as assembleias nesta semana para discutir esse indicativo.
Sem reposição integral desde 2016, a defasagem já atinge 42,16%. Segundo cálculos da Sesduem, se mantida a proposta de apenas 5,79% a partir de agosto, conforme anunciado por Ratinho, os docentes chegarão a uma perda acumulada de 20 salários.
Sobre o debate dos docentes na assembleia, um ponto levantado foi a força de se construir uma greve em um periodo de férias letivas, já que as aulas da graduação retornam na UEM apenas em 29 de junho. A avaliação é de que este pode ser um período para promover na universidade atividades diversas, inclusive para os estudantes e a comunidade externa, no sentido de esclarecer o sentido da greve, a importância da luta pelos salários, pelas condições de trabalho e de estudo, pela universidade pública, e outros temas da luta política.
Na assembleia os docentes falaram da importância de se definir o indicativo e manter a unidade na luta com as demais universidades. Lembraram também que a universidade não desenvolve apenas atividades de aulas na graduação, e que a greve, como um instrumento de luta, deve avançar na organização dos docentes para chamar a atenção, qualificar o debate sobre a defesa da universidade, dialogar com a sociedade e pressionar o governo pela reposição.
Docentes, participem das assembleias, das discussões e das deliberações.
A luta só é efetiva com movimento e participação!

